Os meus discos 2015

Posted: quarta-feira, 6 de janeiro de 2016 by Rebeca Barros in Marcadores:
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Råkk og Rålls
Oslo - Norway (Maio/2015) 

Aquela velha tradição (de 3 anos) está de volta e eu já estou quebrando um pouco do protocolo postando a lista depois do fim do ano mas imprevistos acontecem e falta de inspiração pra escrever sobre os discos também. Eis os álbuns lançados em 2015 que eu mais ouvi:





Coming Up for Air (Kodaline)

Eu sempre digo que o segundo álbum de um banda costuma ser "a prova final" e provavelmente um dos mais importantes, porque é quando eles têm a chance de provar que não foi coisa de um álbum só e possuem a oportunidade de se concretizar de fato como artistas. E é exatamente isso que o Kodaline faz brilhantemente. O Coming Up for Air não é melhor que o disco anterior mas consegue manter alto o nível da banda com excelentes faixas, seja em letra quanto em melodia. A voz do Steve ainda é um fenômeno a parte e os lives desses caras são algo fora do comum.


Beneath the Skin (Of Monsters and Men)

Pegando o gancho de disco número 2. Que álbum, amigos. QUE ÁLBUM! OMAM foi uma daquelas bandas que estourou rapidamente e que praticamente passou mais de 2 anos em turnê com o primeiro disco. Apesar de ser da turma do "novo folk", OMAM tem uma identidade muito própria, algo que facilmente os diferenciam do resto e os fazem ser um suspiro de originalidade na música que ganha notoriedade por aí. Esse disco é incrível em cada faixa, em cada detalhe. Letras profundas, instrumental empolgante e o fato de ter duas vozes incríveis só contribui pra tudo ser ainda melhor. Na minha opinião, supera o primeiro disco.


Chasing Yesterday (Noel Gallagher's High Flying Birds)

Tá na turma do disco número 2 mas bem, é o Noel, e esse não tem mais nada pra provar a ninguém. E ainda assim o faz de forma magistral. Esse talvez seja o disco lançado em 2015 que eu mais ouvi (depois do C&C) e é Noel na sua maior essência e filhadaputice de ser, um compositor genial que derruba qualquer possibilidade de crítica negativa no primeiro acorde.



Dark Bird is Home (The Tallest Man on Earth)

Lembro de ter acompanhado pela web o último show do Kristian ainda na turnê do excelente There's no Leaving Now e dele dizendo que passaria um tempo afastado para preparar um novo disco, não lembro ao certo quando foi isso, se fim de 2013, ou algo assim. A verdade é que no discurso ele fez parecer que demoraria mais pra voltar a nos encantar com essa voz tão única. Se demorou, ao menos o tempo passou rápido e 2015 trouxe de presente o Dark Bird is Home, que só pra combinar com os demais discos do cantor tem essa capa e nome já arrebatadores. E não só isso, traz Kristian na essência de voz, melodia e letras de sempre. Nada novo, mas tudo excelente as usual. 




Carrie & Lowell (Sufjan Stevens)

Álbuns que pretendem contar uma narrativa são extremamente mais ambiciosos do que álbuns "juntei 10 músicas que fiz ao longo desse período, gravei e tá aqui o resultado." E é essa pretensão totalmente despretensiosa, se me permitem assim dizer, que o Sufjan faz aqui com Carrie & Lowell, um álbum inteiro sobre a relação dele com a mãe que faleceu pouco tempo antes e que o abandonou ainda quando criança. É um álbum que o Sufjan se expõe em absolutamente todo detalhe, se existir tal coisa como a "alma", aqui a dele fica além do transparente. É uma obra prima, talvez um dos álbuns que se tornem os meus favoritos por toda a vida.



If I Should Go Before You (City and Colour)

Eu tava na paz, na minha, obviamente não esperava nada novo do Dallas esse ano visto que apesar do último disco do C&C ter sido em 2013, ele tinha lançado o roseave com a P!nk e sendo novamente o autor da maioria das músicas. Mas aí vem a notícia que entre uma mini reunion com o Alexisonfire por aqui, ele ia parar no estúdio por ali e gravar um novo disco com seus parceiros de banda. God bless, Nashville city! Achei muito fofo ele explicando que teve vontade de compor e de gravar esse disco por um único motivo: seus parceiros de banda. Dallas disse ter conseguido reunir um grupo de pessoas com quem se sente confortável e com quem tem vontade de estar na estrada a ponto de se livrar um pouco do fantasma da perfeição e conseguir apresentar as músicas cruas para que os caras o ajudassem a definir o melhor arranjo e forma de representar essas letras. O "tema" do disco fica claro em músicas como Killing Time e Friends. É o disco mais audacioso do C&C no que diz respeito a ser diferente e o que mais arrisca em diferentes raízes musicais. Mas é tão excelente como os anteriores. Você conseguiu de novo, mestre!



Beauty Behind the Madness (The Weeknd)

2015 parece ter sido o ano do hip-hop/rap. Discos como o do Kendrick Lamar e do Drake estão presentes em praticamente todas as listas de melhores discos do ano que leio. Mas o único remanescente do estilo que vai perdurar na minha lista é esse aqui. A voz do Abel tem algo que eu não consigo claramente definir mas que é absolutamente maravilhoso de se ouvir e esse álbum te prende do inicio ao fim.

Ouvindo Often pela primeira vez e me dando conta da letra -> eu
3 execuções depois -> Often, often. Girl I do this often,


Kintsugi (Death Cab for Cutie)


Eu não sou a pessoa mais indicada pra discutir em detalhes um disco da Death Cab visto que meu conhecimento sobre a banda se resumia, a pouco tempo atrás, em um vício mundialmente comum por I Will Follow You Into the Dark e esporádicas execuções em Plans, disco que possui a faixa. Mas aí me mandaram Black Sun, primeiro single do Kintsugi e falaram pra conferir o disco. Só posso dizer que é um disco tão bom que seu nome veio parar direto na lista assim que ouvi pela primeira vez. E eu, claro, fui correr atrás do tempo perdido e desbravei o resto da discografia que eu ainda não conhecia I DON'T KNOW WHY I DON'T KNOW WHY  



25 (Adele)

Troca-se o sofrimento de um coração partido pelo sorrow de ter que crescer, ter que esquecer e infelizmente deixar certas coisas onde elas habitam genuinamente: no passado. A essência continua, a voz incrível e esse jeito de brincar com a tristeza da forma mais sublime também. Adele talvez seja a "modinha" mais legal do mundo musical atual, é bom ver música boa ganhar essa proporção e alcançar qualquer tipo de público. 
(P.S - Coincidentemente todos os discos dela foram lançados no ano que eu completava a mesma idade de seus títulos. Vai ver ela enrolou no 25 por isso =P)




III (Maglore)

Mudou-se a maioria dos integrantes. Passou-se por um disco ruim. Mudou-se o estilo (de novo) mas trouxeram a essência de volta. Maglore lançou esse ano um terceiro disco incrível, que me encantou tal qual o primeiro disco da banda apesar de instrumentalmente serem totalmente distintos. III empolga, flui de uma excelente maneira e traz aquela qualidade de letra magistral do Veroz.



Fresno 15 anos Ao Vivo (Fresno)

Esse disco merece menção por tudo que representa. 15 anos e um live incrível de uma banda que evoluiu tanto e que eu acompanho desde as demos das demos gravadas em meros microfones externos fodidos de um computador normal. Se faz bem e dá um orgulho danado do lado deles, como artistas, notarem o tanto que acalçaram e onde chegaram. Imagina pra quem acompanhou isso tudo do lado de cá, de fã? P.S (O puto do Tabares ainda faz falta principalmente na segunda voz).  


P.S - 2015 também trouxe novos álbuns de William Fiztismmons (EP), Laura Marling, Cage the Elephant, Mumford and Sons, Lifehouse, Muse e Ryan Adams (a incrível releitura de 1989), Coldplay e Imagine Dragons. A maioria não foi detalhada aqui por preguiça ou porque não ouvi tanto os álbuns a ponto de conseguir escrever sobre eles. A exceção são os dois últimos, esses foram ruins mesmo e eu quis mencionar só pra destacar esse fato. 

Os meus discos 2014

Posted: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 by Rebeca Barros in Marcadores:
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Olaaar, companheiros musicais!

Eis que realmente curti a ideia de listar os lançamentos musicais que mais me encantaram no ano e tal qual ano passado, aqui vai minha lista de 2014. Dessa vez eu lembrei de sempre anotar em um rascunho o nome do álbum e cantor que lançou algo novo e que me fez querer ouvir mais uma vez, sem cola no Lastfm. A lista não tem uma ordem pré-definida nem segue nenhum critério de classificação. Sem mais delongas, aqui está ela:



Helious (The Fray) 

Eu sou bastante adepta da ideia de se mexer pouco se o que se faz é bem feito e é exatamente isso que o The Fray faz no seu quarto álbum de estúdio. As músicas ganharam mais "batidas" e o álbum traz mais músicas agitadas do que aquelas onde o piano dominava mas no geral a essência da banda está ali. Uma ótima maneira de iniciar o ano musicalmente. 



Life Imitating Life - Augustana

Ele voltou. Mais barbudo, mais lindo e com aquelas letras sobre a vida que só ele sabe fazer. Dan Layus, ladies and gentleman. Depois de um hiatus de 3 anos e depois da saída dos antigos membros da banda, Augustana retomou as estradas com seu 5º ano de estúdio que também entra na categoria dos sem mudanças drásticas mas que cumprem bem o papel e matam a saudade que eu estava da voz do Dan e de suas músicas.  


Lions (William Fiztsimmons)

Diz pra mim se um ano que tem lançamento novo do Fitzsimmons pode ser um ano ruim musicalmente? Esse álbum eu esperava ansiosamente desde o fim de 2013 e como já era de se imaginar, Lions é incrível e o Fitz fica cada dia melhor em letra, melodia e essa voz que só ele tem. Tem esse documentário incrível aqui sobre a turnê do álbum e eu ganhei um poster assinado pelo próprio barbudo, só falta meu amigo me enviar haha. E olha só, quem antes escrevia sobre separações e corações partidos, nesse disco temos a faixa Josie's Song que ele escreveu lindamente para a filha. Além do mais, como poeta é poeta, basta olhar a história da cidade de Centralia e ver como o Fitz transformou isso em metáfora de música na faixa de mesmo nome, que é uma das minhas preferidas do disco.  





Last (Benjamin)

Cantor. Compositor. Folk. Brasil. Bahia. Diogo Oliveira é tudo isso e sob o nome de Benjamin ele lançou esse ano seu primeiro álbum, que atende já pelo intrigante nome de Last. Eu não lembro ao certo como o conheci, acho que em algum site de música, mas lembro que notei os olhos brilharem quando li que alguém fazia folk e tinha saído de uma cidade a 2 horas da minha. Ele canta em inglês, tem uma voz suave e peculiar, é um excelente compositor e sem dúvidas criou um dos melhores álbuns que ouvi esse ano. O primeiro single, Absence, ficou na mente por semanas e tem uma letra excepcional.


Fading West (Switchfoot)

Esse álbum, o nono do Switchfoot, só está aqui pela admiração que tenho  pela banda. Não devo ter ouvido nem 4 vezes ele por inteiro. Eu lembro que estava bem ansiosa por novas coisas, ainda mais que eles viam de 2 álbuns anteriores incríveis. E a ideia era boa, Fading West veio junto com um documentário que acompanhou a rotina da banda por vários locais do mundo, a relação deles com o mar, o surf e que pontualmente encaixa com as faixas do discos. Mas this is it, a impressão que eu tive é que as músicas foram feitas pra encaixar nas histórias que tinham no documentário e não o contrário. E, por causa disso, funcionaram pra mim ao assistir o filme mas não pra colocar no mp3 e ouvir semanas a fora. 


Lowborn (Anberlin)

O disco da capa esquisita que até hoje eu não entendo. O último disco. Esse ano vai ser marcado também pela perda irreparável do Anberlin. A banda que decidiu parar após 12 anos juntos anunciou o seu fim em janeiro mas prometeu uma turnê final assim como um último disco. Lowborn passeia por todas as vertentes que Stephen e companheiros estiveram ao longo desses anos e é um belo presente pra que a gente possa guardá-los pra sempre no coração e na estante musical. Tive a sorte de acompanhar o último show deles aqui no Brasil (meu segundo deles) e eu nem teria palavras pra começar a descrever a experiência. Vi todas as minhas músicas favoritas serem tocadas, vi o brilho nos olhos da banda ao ver que todo mundo cantava absolutamente tudo e deixei algumas lágrimas caírem quando eles cantaram a música final sob o coro de "We will live forever."


X (Ed Sheeran)

A versão ruiva e masculina da Taylor Swift lança música nova após 3 anos do último disco e após se tornar de fato um fenômeno. Lembro que em 2011 eu li uma matéria que falava de um "novo movimento" da música britânica em cantores jovens e com seus violões e listava Ed Sheeran, Ben Howard e Benjamin Francis Leftwich. Sheeran foi sem dúvida o que mais cresceu e teve destaque de lá pra cá e continua fazendo canções pontuais - com alguns indiretas de leve por ali - e a usar o violão como base de tudo, apesar de experimentar elementos novos aqui. 


Stay Gold (First Aid Kit)

Abençoado seja o folk sueco - que também tem o lindo do Tallest Man on Earth - e alguém por favor premia essa meninas por esse disco maravilhoso? Stay Gold começa com My Silver Lining e Master Pretender e faz você fica boquiaberto com a qualidade dessas letras e de como o som das duas é bom, o resto é só ficar confortável, arrumar os fones e curtir essa maravilha. 


 Angus & Julia Stone (Angus and Julia Stone)

Meus irmãos australianos favoritos voltaram. Após um pequeno hiatus onde cada um lançou seu própro disco, e eu comprovei sem dúvidas minha preferência pelo Angus. Pra mim, a voz da Julia funciona melhor ao lado da do irmão e apesar do disco solo dela não ser ruim, eu ainda prefiro o solo dele. O duo voltou com seu terceiro disco e é mais uma sem mudanças drásticas mas cumpre bem seu papel embora eu ainda prefira do disco anterior. 


Roseave (You+Me)

Em 2011 eu vi esse vídeo aqui e postei na internet algo do tipo: já posso pedir um cd desse dueto? Bom, 3 anos depois Dallas e Alecia resolvem atender meu pedido e lançar essa maravilha musical que junta duas vozes geniais e sobretudo, dois amigos. Eu lembro perfeitamente de estar na estrada, viajando, quando por um intervalo de tempo onde o sinal de internet pegou eu recebi uma mensagem de um amigo dizendo que os dois tinham acabado de anunciar a parceria e que o melhor de tudo: seria um cd inteiro. 10 músicas, amigos. Ouvi You and Me, o primeiro single, e desejei que meus ouvidos nunca mais ouvissem outra coisa. Foi meu álbum mais ouvido do ano e ele só saiu em Outubro. Se isso não diz algo sobre o que achei de Roseave não sei mais o que poderia. 


1989 (Taylor Swift)

Esse talvez seja o primeiro álbum pop que 1) eu sei a maioria das músicas, 2) eu ouvi mais de 5 vezes e continuo o fazendo constantemente. Ao menos que você considere que o Overexposed do Marron 5 já seja inteiramente pop (o que provável) ou que desconsidere a lavagem cerebral Katy Perry que as rádios, internet e afins fazem na gente. Sério, me surpreendo com quantas músicas da Kátia eu conheço sem nunca ter dado play em um dos seus discos. Mas voltemos a Taylor, S. Rainha da auto-zoação que se consagrou nesse 2014 no pop assumido e lançou um álbum super variado, com ótimas e grudentas letras e que me fazem querer uma balada temática onde só remixes do 1989 são permitidos e com direito a flashmob em Shake It Off, óbvio.


My Favourite Faded Fantasy (Damien Rice)

Depois dizem que o rei da sofrência é o Pablo do Arrocha.ERROR! Esqueçam que eu fiz essa "comparação" infame e me deixem dizer sobre como esse homem ficou tanto tempo longe mas voltou pra acabar com tudo e te levar a sensações inalcançáveis. Peguei a mania de dizer que quando vou ouvir esse álbum, pego meu coração, coloco numa caixinha, ele talvez não aguente todas as facetas do menino Damião. Eu não sabia da história do Damien com a Lisa Hannigan e depois desse retorno li várias coisas da época da separação dos dois, época também que culminou no afastamento dele da música e que tornou evidente que a maiorias das letras desse disco aqui surgiram sobre e para ela </3. Ainda assim, uma aula de alma, letra, melodia e voz.   


Sonic Highways (Foo Fighters)

Foo Fighters é a banda que eu menos conheço o trabalho - digo, a nível de discografia inteira - mas uma das que eu mais acho foda em todo o mundo musical. Mas tem como descrever uma banda que teve essa ideia pra criar um álbum, algo menor do que épica? O Dave resolveu gravar cada música do álbum em um estúdio diferente, em uma cidade diferente do EUA e ao fazer isso aproveitou pra fazer um documentário contando a história de música daquela cidade, seus maiores cantores, produtores e acontecimentos. Pra quem ama música em essência é uma coisa linda e indispensável de ver e ouvir, claro.



Ixora (Copeland)

Esse eu ainda não tive a chance de ouvir muito, descobri a pouco tempo que ele tinha saído. Mas logo nas primeiras ouvidas eu já me senti em casa, eu já gostei. Aaron Marsh está de volta com o Copeland após 6 anos de hiatus. E a paz, a suavidade e a bela produção voltam com ele.  

Os meus discos de 2013

Posted: sábado, 14 de dezembro de 2013 by Rebeca Barros in Marcadores:
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Eu não sei realmente porque ainda insisto nessas listas de "Melhores álbuns do ano" - que alguns sites lançam em novembro como se nada legal ou "não natalino" pudesse ser lançado no último mês do ano (Beyoncé diz : SUCK IT UP, BITCHES) - talvez seja porque eu pense que esteja perdendo algo e ao acompanhar tais listas possa remediar isso, a verdade é que mais uma vez a maioria dos álbuns citados na listas dos sites mais famosos - digamos assim - estão longe do meu gosto e de fato merecer esse título, ao menos no meu mini-mundo musical. Isso sem falar em quão não ecléticas são essas listas né? Não entrando nesse mérito já que a minha lista não vai ser também, porém, se tratando de sites especialistas em música eu esperaria um pouco mais de versatilidade (tipo essa lista aqui, que foi uma das que mais gostei).

Dito isso, vamos a minha lista que tem como critério principal tão somente os álbuns lançados em 2013 que eu mais ouvi (Lastfm, obrigado por ser minha memória). Sim, não estou julgando nada além daquilo que me deu vontade de ouvir novamente (alguns again, again, and again) após a primeira impressão. Um adendo a o que esse ano representou musicalmente vai também para o sucesso dos serviços de streaming que aparecem ao montes e que eu bem, er... uso de todos um pouco - Spotify (amor maior), Deezer, Grooveshark, Radio, Pandora....- fazendo deste o ano que fiz menos downloads ilegais desde que passei a usar a internet (e há gravadoras que não enxergam o potencial disso).  

#Os amores antigos


The Hurry and The Harm (City and Colour)

Tinha como eu começar essa lista se não fosse por esse álbum? Esse eu espero desde que a tal "Elephant's song" brotou no youtube de um trabalho minimalista de algum fã mais louco que eu. E foi já no início de março que saiu o primeiro single, essa mesma música aí, agora completa e com título revelado, Of Space and Time. O Dallas conseguiu de novo e eu vou poupar as palavras só dizendo : QUE ÁLBUM INCRÍVEL.


Fire Within (Birdy)

Minha inglesa maldita preferida foi lá e fez bonito e provou que não é somente uma baita cantora com apenas 17 anos como também uma ótima compositora e lançou seu primeiro álbum totalmente autoral. #InYourFace pra quem achava que menina passarinho só sabia viver de covers.


Mechanical Bull (Kings of Leon)

Eu costumava dizer que Only by the Night é o melhor álbum do KoL - bom, ainda acho isso e considero um dos melhores álbuns da vida - mas eles conseguiram repetir a fórmula aqui e esse álbum de 2013 apesar de não seguir a mesma sonoridade segue uma coisa de início, meio e fim tão perfeita como se todas as peças tivessem sido cuidadosamente encaixadas. Uma tremenda injustiça inclusive ele não estar incluindo em várias listas oficiais mas foi, vejam só, indicado a melhor álbum do rock no Grammy ("só" o maior prêmio da música) e apesar de não achar que levem o prêmio já é algo enorme e mostra que minha lista não é tão overrated assim. 


Where You Stand (Travis)

Travis is back, baby! Tempos que não seguia de perto o trabalho da banda, se bem que o último álbum oficial era de 2008 e eu meio que não curti nada dele. Mas aí eles me aparecem com esse vídeo, esse single e eu só pensei no som antigo que me fez gostar da banda pela primeira vez. Sem dúvidas uma incrível surpresa pra esse ano. 


The Civil Wars (The Civil Wars)

Esse vem carregado de rancor, né? Eu estava super ansiosa sobre o álbum que sucederia o excelente Barton Hollow e não fiquei decepcionada, o álbum homônimo é excelente mas chegou junto com as notícias que o dueto acabara - ao menos 'temporariamente'- por aqui e a última vez que chequei eles nem estão se falando direito e não vai ter turnê do álbum. Uma pena.


Pedestrian Verse ( Frightened Rabbit)

Tá que o primeiro single (State Hospital e esse clipe excelente e essa depressão excelente) foi lançado em um EP em 2012 mas o álbum inteiro é de 2013. Esses caras são daqueles que eu não acompanho tão a fundo mas sempre que lançam algo novo eu vou correndo ouvir e a certeza de curtir é quase total, ajuda com esses serviços de música avisando a você os lançamentos que você ainda não conferiu. 


The Family Tree: The Branches (Radical Face)

Encaixa no mesmo caso acima porque esse cara é MUITO mais que Welcome Home e porque qualquer coisa que ele cante me transmite uma paz inexplicável. 

E aí a melhor parte musical do ano além de ver seus artistas favoritos lançarem novas coisas e você continuar curtindo o som deles é, obviamente, descobrir gente nova e disso eu nunca vou cansar. 

#Os novatos


Bad Blood (Bastille)

É engraçado como eu conheci o Bastille, com alguém fazendo cover de Flaws e eu lembro de ter me encantado pela letra e ido atrás da banda original. Esse álbum deles é só uma compilação oficial da maioria das músicas que já tinha saído em Ep's e clipes no ano anterior e QUE COMPILAÇÃO! Não tem música ruim e o álbum todo te dar uma energia e uma vontade de sair por aí conquistando o mundo apesar dos pesares.


In A Perfect World (Kodaline)

A primeira música que eu ouvi do Kodaline foi The Answer e esse clipe sofrido aqui, não lembro bem em quais circunstâncias eu a descobri, acho que no santo Spotify mesmo. Mas foi só com High Hopes - que ainda é a minha preferida - (e esse vídeo aqui é uma das melhores coisas live do mundo) que eu parei pra ouvir detalhadamente a banda e me entregar. Que álbum excepcional!


Night Visions (Imagine Dragons) 

ID me foi apresentado por uma amiga, lembro dela dizer : ouve, certeza que você vai gostar. Na época e "na primeira ouvida" eu não gostei tanto assim. A mesma amiga me gravou um dvd do Bon Iver e colocou esse vídeo aqui junto, aí sim eu gostei - música tem de momentos certos as vezes - e peguei o álbum dos caras e de fato uma bela surpresa. 


States (The Paper Kites)

Me digam que não sou só eu que pego as bandas pequenas que abrem os shows dos meu cantores favoritos pra ouvir e saber "porque eles merecem esse posto", bom, se for só eu saibam que vocês podem estar perdendo uma excelente chance de conhecer coisa boa. E apesar do clipe de Young ter sido umas das coisas que mais vi compartilhada logo que saiu, eu só comecei a ouvir os pipas porque eles abriram alguns shows pro City and Colour no Canadá.

#Os nacionais

Apesar de eu de fato ouvir pouca coisa nacional nova por esses tempos, eis que surpreendentemente consegui separar 3 álbuns : 


Monomania (Clarice Falcão)

Menina Clarice conseguiu surpreender todos com as tais músicas-feitas-por-diversão-lançadas-sem-maiores-pretensões sendo compiladas em um álbum e ganhando arranjos mais elaborados. E eu amo as músicas "sem pé, nem cabeça" dela.  


Zeski (Tiago Iorc)

Não conheci o Tiago na época que Nothing But a Song fez sucesso na novela, o que foi bom porque o primeiro álbum dele não me agrada tanto assim. Mas eu perdi de conhecer mais cedo e ver que coisa linda é o Umbilical, deixando pra explorar a beleza musical do moço só nesse ano com o lançamento do novo trabalho que diferente dos outros, mesclou músicas em português também. De quebra ainda pude conferir ele ao vivo e guardar um espaço cativo pra ele na minha estante musical. 


Muito Mais Que o Amor (Vanguart)

Não julgue tanto assim as trilhas das novelas da Globo porque aparentemente 2013 foi o ano deles aprenderem a dar espaço a coisa boa no cenário nacional. Sabia que a banda existia mas não parava pra ouvir, aí ouvi Meu Sol e fui atrás do álbum. Ok, as letras são extremamente melosas e amorzinho demais mas olha o nome do álbum, o que você iria esperar? Os caras mandam muito bem e não é porque eu não sou tão romântica assim que não admitiria isso ou não curtiria bastante o trabalho que eles fizeram aqui. 

#Menções Honrosas


Paradise Valley (John Mayer)

 John, eu realmente não sei porque não consigo destravar e viciar modo hard em você quando todos meus amigos de gosto musical excepcionais são seus fãs, mas você voltou de verdade esse ano, veio ao Brasil e fez um álbum que vale ser mencionado. 


Save Rock and Roll/PAX AM Days (Fall Out Boy)

Os caras voltaram quando ninguém estava esperando e voltaram com tudo, com direito a dois álbuns de inéditas e eu não vou divagar mais porque não ouvi tanto assim mas é bom ver o FoB de volta. 


Avril Lavigne (Avril Lavigne) 

Ela fez clipe relembrando Complicated, fez música de Ode aos 17 mas quando o álbum completo saiu eu fiquei um pouco decepcionada ou talvez minhas expectativas estavam altas demais. Vale dizer que é melhor que o The Best Damn Thing? Não né, qualquer esforço mínimo que seja gera um álbum melhor que aquele mas ok eu ainda te curto o bastante pra mencionar você, Lavigne. 


Aquela sensação de ter esquecido alguém não vai sumir mas acho que é isso! Qualquer coisa me redimo depois.

Se você ainda tinha alguma dúvida sobre o Stuxnet...

Posted: sexta-feira, 25 de novembro de 2011 by Rebeca Barros in Marcadores: ,
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O vídeo é um pouco velho mas eu só descobri hoje. É uma animação muito bem feita que explica todos os detalhes do Stuxnet, um dos vírus mais complexos dos últimos tempos e a prova de que a ciberwar está mais presente do que nunca e que é capaz de fazer mais danos do que muitos pensam.



Stuxnet: Anatomy of a Computer Virus from Patrick Clair on Vimeo.

Tree Hill Cast BR - Episódios 2 e 3

Posted: sábado, 30 de julho de 2011 by Rebeca Barros in Marcadores: , ,
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Relevada mais uma vez minha demora é preciso dizer que nas últimas semanas saíram mais duas edições do Tree Hill Cast BR.

No segundo episódio falamos sobre a primeira temporada da série relembrando como tudo começou, como conhecemos a séries e quais personagens a gente se indentificou a primeira vista e qual nós nunca suportamos. E ainda surgiu uma pergunta que divide opiniões entre os fãs :

- quem mudou mais ao longo da história? Nathan ou Brooke?

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SUMÁRIO:
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00:01:00 - Como conhecemos One Tree Hill
00:06:16 - Lucas Scott
00:19:50 - Nathan Scott
00:30:52 - Peyton Sawyer
00:40:47 - Haley James
00:48:15 - Brooke Davis
01:04:33 - Outros Personagens
01:19:35 - Melhor momento da temporada
01:24:38 - Pior Momento da temporada
01:25:34 - Curiosidades
01:31:37 - Despedida
01:33:23 - Erros e Zicadas


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Tree Hill Cast #1 - You Gotta Go There to Come Back

Posted: domingo, 26 de junho de 2011 by Rebeca Barros in Marcadores: , ,
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Não é de hoje que eu desenvolvi uma "paixão" por esse treco chamado podcast, tomei gosto pela coisa e ouço um número significativo já, em sua maioria sobre séries, tecnologia e recentemente sobre segurança de informação.
Acho uma forma descontraída e meio "informal" de passar conhecimento (no caso de edições técnicas) ou compartilhar informações (naqueles cujo o objetivo é um conversa entre amigos mesmo).
Dito isso eu não esperava que uma edição contendo minha participação e nesse caso até como editora da coisa toda fosse ocorrer tão cedo e é por isso que eu fico tão feliz em compartilhar a primeira edição do Tree Hill Cast projeto que surgiu lá na comunidade de OTH no orkut.
Pelo nome já dá pra saber que somos fãs de One Tree Hill falando sobre sua série preferida (o que não nos restringe a alcançar outros assuntos futuramente) e nessa primeira edição falamos estritamente, ou nem tanto, sobre a oitava temporada da série.

É isso, espero que vocês curtam e see you soon!

Tree Hill Cast BR - Episódio #1 - You Gotta Go There to Come Back
Participantes: Rebeca, GabrielaLuís e Wellington
Cronograma :
00:01: 20 - Opinião Individual sobre a Temporada 
00:10:35 - Storyline Brulian
00:24:54 - Storyline Naley e Jamie
00:43:19 - Storyline Clinn
00:49:30 - Storyline dos personagens secundários
00:54:00 - Melhor momento da temporada
00:58:00 - Pior Momento da temporada
01:02:05 - Expectativas para a Season 9
01:19:33 - Despedida


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Mini-Dicionário: Segurança da Informação

Posted: segunda-feira, 13 de junho de 2011 by Rebeca Barros in Marcadores: , , ,
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Primeiramente quero dizer que sou uma completa iniciante no assunto e que o objetivo do post é ajudar aos iniciantes como eu, ou até os aspirantes a saber mais sobre essa área de TI tão fascinante e que em tempos de ataques a inúmeras empresas importantes e indícios de Cyber War, fica cada vez mais em evidência.
Mas afinal, o que é segurança de informação?
"A Segurança da Informação se refere à proteção existente sobre as informações de uma determinada empresa ou pessoa, isto é, aplica-se tanto as informações corporativas quanto às pessoais. Entende-se por informação todo e qualquer conteúdo ou dado que tenha valor para alguma organização ou pessoa. Ela pode estar guardada para uso restrito ou exposta ao público para consulta ou aquisição." [Fonte: Wikipédia]
Vale destacar que esse conceito não está restrito a informação computacional, mas por vivermos em um tempo em que fuçar o computador de um pessoa resulta em mais informações que mexer em seu guarda-roupa (por exemplo), o conceito de SI fica já associado ao da tecnologia. Ainda a nível de esclarecimento a segurança da informação possui três princípios básicos definidos na (ISO/IEC17799:2005) :
CID - Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade

Mas o objetivo do post não é discursar sobre o que é segurança da informação e sim mostrar alguns conceitos e termos comuns que você vai se deparar constantemente caso decida aprofundar-se no assunto.

#Payloads
Um dado é transmitido pela internet em forma de pacotes compostos por um cabeçalho que contém a informação de origem e destino e pela informação em si, essa informação, o dado real é chamado de payload e é o único dado que fica no sistema de destino. Em segurança da informação o termo se refere a parte maliciosa do código de um determinado programa.

#Exploit
Sequência de comandos ou programas que se aproveitam de erros e vulnerabilidades de programas ou sistemas para explorá-los e comprometê-los.


#0-day
É um exploit desconhecido até pelo fabricantes do sistema/programa vulnerável, e assim sendo não possui correção ou modos de prevenção. Hackers pesquisam constantemente 0-days que permitam explorar e comprometer sistemas e como quase nunca divulgam seus "achados" uma empresa pode manter seu software sem patch e correções para aquela falha por bastante tempo. [+mais]

#Backdoors
Porta dos fundos se traduzirmos o nome, são programas criados para fornecer um meio de acesso remoto a uma máquina sem que seu usuário saiba. Normalmente eles abrem uma porta no computador invadido e deixam o servidor hacker escutando, quando o hacker se conecta a esse servidor passa a ter total acesso sobre o computador comprometido.
Curiosamente existem programas onde os próprios desenvolvedores desenham backdoors que em tese serviriam como uma rota alternativa de acesso ao sistema caso usuários finais comprometessem os meios reais e só deveriam ser conhecidas pelos programadores que a criaram.

#Rootkits 
Programas que permitem o acesso a um computador comprometido e que têm como principal objetivo esconder suas ocorrências e camuflar suas ações, o que faz dos rootkits difíceis de serem detectados principalmente pelos antivírus. [+mais]


#Hash/MD5
Conceito relacionado a computação em geral.
Hash é como uma assinatura digital que identifica de forma única um determinado dado. Quando esse dado sofre qualquer alteração, mínima que seja, o número do Hash muda, por isso essa técnica é muito utilizada para garantir integridade de arquivo, segurança de senhas, etc.
Por sua vez o MD5 é um tipo de algoritmo que determina o hash de um arquivo. [+mais]


#Fingerprint
Impressão digital em português, é uma técnica para levantamento de informações sobre o alvo a ser atacado. Com esse método é possível detectar versão e distribuição do sistema operacional e dos serviços ativos em determinado computador.
Existem vários softwares que realizam essa técnica e a fazem de duas maneiras possíveis :
Passiva : o programa fica 'escutando' os pacotes que passam pela rede e interpretando os pacotes conseguem identificar as versões e o SO.
Ativa : o programa envia pacotes manipulados, feitos especialmente para isso, e de acordo com as respostas recebidas defini um resultado.

#IDS/IPS 

IDS - Sigla de Intrusion Detection System ( Sistema de detecção a Intrusão) é uma aplicação feita para identificar intrusos em um sistema ou rede e sua função é apenas alertar que identificou algo suspeito, ou seja o IDS por padrão não toma contra-medidas em relação ao ataque. [+mais]

IPS - Podendo ser considerado uma extensão do IDS, o Intrusion Prevention Systems (Sistema de Prevenção a Intrusão) é capaz de detectar e alertar atividades suspeitas na rede além de poder realizar ações para interceptar a intrusão, como : derrubar pacotes maliciosos, resetar a conexão e bloquear os tráfico vindo de determinados endereços IP's, etc. [+mais]

#Pentest 
Penetration Testing (Teste de Intrusão) é um processo de análise detalhada que busca explorar as vulnerabilidades presentes em um sistema ou rede de uma organização. Com ele é possível determinar que vulnerabilidades são exploráveis e que grau de informação ou controle de rede pode-se esperar se
um atacante conseguir explorá-las com sucesso. Diferente de ataques hackers, o pentest possui regras, contratos e tem como objetivo indicar as vulnerabilidades para posterior prevenção e de maneira nenhuma comprometer o sistema.

#Engenharia Social
"não existem atualizações de segurança para a estupidez humana..." - K. Mitnick.
Conceito popularizado por uns dos hackers mais famosos do mundo a engenharia social consiste em descobrir informações importantes e as vezes confidenciais, explorando e enganando o elo mais
fraco de qualquer organização : as pessoas. [+mais]


Bom, é claro que esse post cobre pouca coisa e só para terem idéia a maioria dos termos estavam presentes em um único artigo que eu li. Pretendo ir atualizando ao longo dos meus estudos em SI.

see you soon!