Os meus discos de 2013

Posted: sábado, 14 de dezembro de 2013 by Rebeca Barros in Marcadores:
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Eu não sei realmente porque ainda insisto nessas listas de "Melhores álbuns do ano" - que alguns sites lançam em novembro como se nada legal ou "não natalino" pudesse ser lançado no último mês do ano (Beyoncé diz : SUCK IT UP, BITCHES) - talvez seja porque eu pense que esteja perdendo algo e ao acompanhar tais listas possa remediar isso, a verdade é que mais uma vez a maioria dos álbuns citados na listas dos sites mais famosos - digamos assim - estão longe do meu gosto e de fato merecer esse título, ao menos no meu mini-mundo musical. Isso sem falar em quão não ecléticas são essas listas né? Não entrando nesse mérito já que a minha lista não vai ser também, porém, se tratando de sites especialistas em música eu esperaria um pouco mais de versatilidade (tipo essa lista aqui, que foi uma das que mais gostei).

Dito isso, vamos a minha lista que tem como critério principal tão somente os álbuns lançados em 2013 que eu mais ouvi (Lastfm, obrigado por ser minha memória). Sim, não estou julgando nada além daquilo que me deu vontade de ouvir novamente (alguns again, again, and again) após a primeira impressão. Um adendo a o que esse ano representou musicalmente vai também para o sucesso dos serviços de streaming que aparecem ao montes e que eu bem, er... uso de todos um pouco - Spotify (amor maior), Deezer, Grooveshark, Radio, Pandora....- fazendo deste o ano que fiz menos downloads ilegais desde que passei a usar a internet (e há gravadoras que não enxergam o potencial disso).  

#Os amores antigos


The Hurry and The Harm (City and Colour)

Tinha como eu começar essa lista se não fosse por esse álbum? Esse eu espero desde que a tal "Elephant's song" brotou no youtube de um trabalho minimalista de algum fã mais louco que eu. E foi já no início de março que saiu o primeiro single, essa mesma música aí, agora completa e com título revelado, Of Space and Time. O Dallas conseguiu de novo e eu vou poupar as palavras só dizendo : QUE ÁLBUM INCRÍVEL.


Fire Within (Birdy)

Minha inglesa maldita preferida foi lá e fez bonito e provou que não é somente uma baita cantora com apenas 17 anos como também uma ótima compositora e lançou seu primeiro álbum totalmente autoral. #InYourFace pra quem achava que menina passarinho só sabia viver de covers.


Mechanical Bull (Kings of Leon)

Eu costumava dizer que Only by the Night é o melhor álbum do KoL - bom, ainda acho isso e considero um dos melhores álbuns da vida - mas eles conseguiram repetir a fórmula aqui e esse álbum de 2013 apesar de não seguir a mesma sonoridade segue uma coisa de início, meio e fim tão perfeita como se todas as peças tivessem sido cuidadosamente encaixadas. Uma tremenda injustiça inclusive ele não estar incluindo em várias listas oficiais mas foi, vejam só, indicado a melhor álbum do rock no Grammy ("só" o maior prêmio da música) e apesar de não achar que levem o prêmio já é algo enorme e mostra que minha lista não é tão overrated assim. 


Where You Stand (Travis)

Travis is back, baby! Tempos que não seguia de perto o trabalho da banda, se bem que o último álbum oficial era de 2008 e eu meio que não curti nada dele. Mas aí eles me aparecem com esse vídeo, esse single e eu só pensei no som antigo que me fez gostar da banda pela primeira vez. Sem dúvidas uma incrível surpresa pra esse ano. 


The Civil Wars (The Civil Wars)

Esse vem carregado de rancor, né? Eu estava super ansiosa sobre o álbum que sucederia o excelente Barton Hollow e não fiquei decepcionada, o álbum homônimo é excelente mas chegou junto com as notícias que o dueto acabara - ao menos 'temporariamente'- por aqui e a última vez que chequei eles nem estão se falando direito e não vai ter turnê do álbum. Uma pena.


Pedestrian Verse ( Frightened Rabbit)

Tá que o primeiro single (State Hospital e esse clipe excelente e essa depressão excelente) foi lançado em um EP em 2012 mas o álbum inteiro é de 2013. Esses caras são daqueles que eu não acompanho tão a fundo mas sempre que lançam algo novo eu vou correndo ouvir e a certeza de curtir é quase total, ajuda com esses serviços de música avisando a você os lançamentos que você ainda não conferiu. 


The Family Tree: The Branches (Radical Face)

Encaixa no mesmo caso acima porque esse cara é MUITO mais que Welcome Home e porque qualquer coisa que ele cante me transmite uma paz inexplicável. 

E aí a melhor parte musical do ano além de ver seus artistas favoritos lançarem novas coisas e você continuar curtindo o som deles é, obviamente, descobrir gente nova e disso eu nunca vou cansar. 

#Os novatos


Bad Blood (Bastille)

É engraçado como eu conheci o Bastille, com alguém fazendo cover de Flaws e eu lembro de ter me encantado pela letra e ido atrás da banda original. Esse álbum deles é só uma compilação oficial da maioria das músicas que já tinha saído em Ep's e clipes no ano anterior e QUE COMPILAÇÃO! Não tem música ruim e o álbum todo te dar uma energia e uma vontade de sair por aí conquistando o mundo apesar dos pesares.


In A Perfect World (Kodaline)

A primeira música que eu ouvi do Kodaline foi The Answer e esse clipe sofrido aqui, não lembro bem em quais circunstâncias eu a descobri, acho que no santo Spotify mesmo. Mas foi só com High Hopes - que ainda é a minha preferida - (e esse vídeo aqui é uma das melhores coisas live do mundo) que eu parei pra ouvir detalhadamente a banda e me entregar. Que álbum excepcional!


Night Visions (Imagine Dragons) 

ID me foi apresentado por uma amiga, lembro dela dizer : ouve, certeza que você vai gostar. Na época e "na primeira ouvida" eu não gostei tanto assim. A mesma amiga me gravou um dvd do Bon Iver e colocou esse vídeo aqui junto, aí sim eu gostei - música tem de momentos certos as vezes - e peguei o álbum dos caras e de fato uma bela surpresa. 


States (The Paper Kites)

Me digam que não sou só eu que pego as bandas pequenas que abrem os shows dos meu cantores favoritos pra ouvir e saber "porque eles merecem esse posto", bom, se for só eu saibam que vocês podem estar perdendo uma excelente chance de conhecer coisa boa. E apesar do clipe de Young ter sido umas das coisas que mais vi compartilhada logo que saiu, eu só comecei a ouvir os pipas porque eles abriram alguns shows pro City and Colour no Canadá.

#Os nacionais

Apesar de eu de fato ouvir pouca coisa nacional nova por esses tempos, eis que surpreendentemente consegui separar 3 álbuns : 


Monomania (Clarice Falcão)

Menina Clarice conseguiu surpreender todos com as tais músicas-feitas-por-diversão-lançadas-sem-maiores-pretensões sendo compiladas em um álbum e ganhando arranjos mais elaborados. E eu amo as músicas "sem pé, nem cabeça" dela.  


Zeski (Tiago Iorc)

Não conheci o Tiago na época que Nothing But a Song fez sucesso na novela, o que foi bom porque o primeiro álbum dele não me agrada tanto assim. Mas eu perdi de conhecer mais cedo e ver que coisa linda é o Umbilical, deixando pra explorar a beleza musical do moço só nesse ano com o lançamento do novo trabalho que diferente dos outros, mesclou músicas em português também. De quebra ainda pude conferir ele ao vivo e guardar um espaço cativo pra ele na minha estante musical. 


Muito Mais Que o Amor (Vanguart)

Não julgue tanto assim as trilhas das novelas da Globo porque aparentemente 2013 foi o ano deles aprenderem a dar espaço a coisa boa no cenário nacional. Sabia que a banda existia mas não parava pra ouvir, aí ouvi Meu Sol e fui atrás do álbum. Ok, as letras são extremamente melosas e amorzinho demais mas olha o nome do álbum, o que você iria esperar? Os caras mandam muito bem e não é porque eu não sou tão romântica assim que não admitiria isso ou não curtiria bastante o trabalho que eles fizeram aqui. 

#Menções Honrosas


Paradise Valley (John Mayer)

 John, eu realmente não sei porque não consigo destravar e viciar modo hard em você quando todos meus amigos de gosto musical excepcionais são seus fãs, mas você voltou de verdade esse ano, veio ao Brasil e fez um álbum que vale ser mencionado. 


Save Rock and Roll/PAX AM Days (Fall Out Boy)

Os caras voltaram quando ninguém estava esperando e voltaram com tudo, com direito a dois álbuns de inéditas e eu não vou divagar mais porque não ouvi tanto assim mas é bom ver o FoB de volta. 


Avril Lavigne (Avril Lavigne) 

Ela fez clipe relembrando Complicated, fez música de Ode aos 17 mas quando o álbum completo saiu eu fiquei um pouco decepcionada ou talvez minhas expectativas estavam altas demais. Vale dizer que é melhor que o The Best Damn Thing? Não né, qualquer esforço mínimo que seja gera um álbum melhor que aquele mas ok eu ainda te curto o bastante pra mencionar você, Lavigne. 


Aquela sensação de ter esquecido alguém não vai sumir mas acho que é isso! Qualquer coisa me redimo depois.

3 comentários:

  1. OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOTEMO, amei esse texto, o Civil wars foi um dos albuns que mais esperei no ano, in a perfect world também, seja quem for você garota do numero 23, parabéns!

  1. Que lista perfeita! *---* E concordo em tantos dai e ver o Mayer, vei! Well done! Você gostou de ID <3

  1. Caaara, só música incrivelmente incrível no teu "mini-mundo musical." *--*