Os meus discos 2014

Posted: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 by Rebeca Barros in Marcadores:
1

Olaaar, companheiros musicais!

Eis que realmente curti a ideia de listar os lançamentos musicais que mais me encantaram no ano e tal qual ano passado, aqui vai minha lista de 2014. Dessa vez eu lembrei de sempre anotar em um rascunho o nome do álbum e cantor que lançou algo novo e que me fez querer ouvir mais uma vez, sem cola no Lastfm. A lista não tem uma ordem pré-definida nem segue nenhum critério de classificação. Sem mais delongas, aqui está ela:



Helious (The Fray) 

Eu sou bastante adepta da ideia de se mexer pouco se o que se faz é bem feito e é exatamente isso que o The Fray faz no seu quarto álbum de estúdio. As músicas ganharam mais "batidas" e o álbum traz mais músicas agitadas do que aquelas onde o piano dominava mas no geral a essência da banda está ali. Uma ótima maneira de iniciar o ano musicalmente. 



Life Imitating Life - Augustana

Ele voltou. Mais barbudo, mais lindo e com aquelas letras sobre a vida que só ele sabe fazer. Dan Layus, ladies and gentleman. Depois de um hiatus de 3 anos e depois da saída dos antigos membros da banda, Augustana retomou as estradas com seu 5º ano de estúdio que também entra na categoria dos sem mudanças drásticas mas que cumprem bem o papel e matam a saudade que eu estava da voz do Dan e de suas músicas.  


Lions (William Fiztsimmons)

Diz pra mim se um ano que tem lançamento novo do Fitzsimmons pode ser um ano ruim musicalmente? Esse álbum eu esperava ansiosamente desde o fim de 2013 e como já era de se imaginar, Lions é incrível e o Fitz fica cada dia melhor em letra, melodia e essa voz que só ele tem. Tem esse documentário incrível aqui sobre a turnê do álbum e eu ganhei um poster assinado pelo próprio barbudo, só falta meu amigo me enviar haha. E olha só, quem antes escrevia sobre separações e corações partidos, nesse disco temos a faixa Josie's Song que ele escreveu lindamente para a filha. Além do mais, como poeta é poeta, basta olhar a história da cidade de Centralia e ver como o Fitz transformou isso em metáfora de música na faixa de mesmo nome, que é uma das minhas preferidas do disco.  





Last (Benjamin)

Cantor. Compositor. Folk. Brasil. Bahia. Diogo Oliveira é tudo isso e sob o nome de Benjamin ele lançou esse ano seu primeiro álbum, que atende já pelo intrigante nome de Last. Eu não lembro ao certo como o conheci, acho que em algum site de música, mas lembro que notei os olhos brilharem quando li que alguém fazia folk e tinha saído de uma cidade a 2 horas da minha. Ele canta em inglês, tem uma voz suave e peculiar, é um excelente compositor e sem dúvidas criou um dos melhores álbuns que ouvi esse ano. O primeiro single, Absence, ficou na mente por semanas e tem uma letra excepcional.


Fading West (Switchfoot)

Esse álbum, o nono do Switchfoot, só está aqui pela admiração que tenho  pela banda. Não devo ter ouvido nem 4 vezes ele por inteiro. Eu lembro que estava bem ansiosa por novas coisas, ainda mais que eles viam de 2 álbuns anteriores incríveis. E a ideia era boa, Fading West veio junto com um documentário que acompanhou a rotina da banda por vários locais do mundo, a relação deles com o mar, o surf e que pontualmente encaixa com as faixas do discos. Mas this is it, a impressão que eu tive é que as músicas foram feitas pra encaixar nas histórias que tinham no documentário e não o contrário. E, por causa disso, funcionaram pra mim ao assistir o filme mas não pra colocar no mp3 e ouvir semanas a fora. 


Lowborn (Anberlin)

O disco da capa esquisita que até hoje eu não entendo. O último disco. Esse ano vai ser marcado também pela perda irreparável do Anberlin. A banda que decidiu parar após 12 anos juntos anunciou o seu fim em janeiro mas prometeu uma turnê final assim como um último disco. Lowborn passeia por todas as vertentes que Stephen e companheiros estiveram ao longo desses anos e é um belo presente pra que a gente possa guardá-los pra sempre no coração e na estante musical. Tive a sorte de acompanhar o último show deles aqui no Brasil (meu segundo deles) e eu nem teria palavras pra começar a descrever a experiência. Vi todas as minhas músicas favoritas serem tocadas, vi o brilho nos olhos da banda ao ver que todo mundo cantava absolutamente tudo e deixei algumas lágrimas caírem quando eles cantaram a música final sob o coro de "We will live forever."


X (Ed Sheeran)

A versão ruiva e masculina da Taylor Swift lança música nova após 3 anos do último disco e após se tornar de fato um fenômeno. Lembro que em 2011 eu li uma matéria que falava de um "novo movimento" da música britânica em cantores jovens e com seus violões e listava Ed Sheeran, Ben Howard e Benjamin Francis Leftwich. Sheeran foi sem dúvida o que mais cresceu e teve destaque de lá pra cá e continua fazendo canções pontuais - com alguns indiretas de leve por ali - e a usar o violão como base de tudo, apesar de experimentar elementos novos aqui. 


Stay Gold (First Aid Kit)

Abençoado seja o folk sueco - que também tem o lindo do Tallest Man on Earth - e alguém por favor premia essa meninas por esse disco maravilhoso? Stay Gold começa com My Silver Lining e Master Pretender e faz você fica boquiaberto com a qualidade dessas letras e de como o som das duas é bom, o resto é só ficar confortável, arrumar os fones e curtir essa maravilha. 


 Angus & Julia Stone (Angus and Julia Stone)

Meus irmãos australianos favoritos voltaram. Após um pequeno hiatus onde cada um lançou seu própro disco, e eu comprovei sem dúvidas minha preferência pelo Angus. Pra mim, a voz da Julia funciona melhor ao lado da do irmão e apesar do disco solo dela não ser ruim, eu ainda prefiro o solo dele. O duo voltou com seu terceiro disco e é mais uma sem mudanças drásticas mas cumpre bem seu papel embora eu ainda prefira do disco anterior. 


Roseave (You+Me)

Em 2011 eu vi esse vídeo aqui e postei na internet algo do tipo: já posso pedir um cd desse dueto? Bom, 3 anos depois Dallas e Alecia resolvem atender meu pedido e lançar essa maravilha musical que junta duas vozes geniais e sobretudo, dois amigos. Eu lembro perfeitamente de estar na estrada, viajando, quando por um intervalo de tempo onde o sinal de internet pegou eu recebi uma mensagem de um amigo dizendo que os dois tinham acabado de anunciar a parceria e que o melhor de tudo: seria um cd inteiro. 10 músicas, amigos. Ouvi You and Me, o primeiro single, e desejei que meus ouvidos nunca mais ouvissem outra coisa. Foi meu álbum mais ouvido do ano e ele só saiu em Outubro. Se isso não diz algo sobre o que achei de Roseave não sei mais o que poderia. 


1989 (Taylor Swift)

Esse talvez seja o primeiro álbum pop que 1) eu sei a maioria das músicas, 2) eu ouvi mais de 5 vezes e continuo o fazendo constantemente. Ao menos que você considere que o Overexposed do Marron 5 já seja inteiramente pop (o que provável) ou que desconsidere a lavagem cerebral Katy Perry que as rádios, internet e afins fazem na gente. Sério, me surpreendo com quantas músicas da Kátia eu conheço sem nunca ter dado play em um dos seus discos. Mas voltemos a Taylor, S. Rainha da auto-zoação que se consagrou nesse 2014 no pop assumido e lançou um álbum super variado, com ótimas e grudentas letras e que me fazem querer uma balada temática onde só remixes do 1989 são permitidos e com direito a flashmob em Shake It Off, óbvio.


My Favourite Faded Fantasy (Damien Rice)

Depois dizem que o rei da sofrência é o Pablo do Arrocha.ERROR! Esqueçam que eu fiz essa "comparação" infame e me deixem dizer sobre como esse homem ficou tanto tempo longe mas voltou pra acabar com tudo e te levar a sensações inalcançáveis. Peguei a mania de dizer que quando vou ouvir esse álbum, pego meu coração, coloco numa caixinha, ele talvez não aguente todas as facetas do menino Damião. Eu não sabia da história do Damien com a Lisa Hannigan e depois desse retorno li várias coisas da época da separação dos dois, época também que culminou no afastamento dele da música e que tornou evidente que a maiorias das letras desse disco aqui surgiram sobre e para ela </3. Ainda assim, uma aula de alma, letra, melodia e voz.   


Sonic Highways (Foo Fighters)

Foo Fighters é a banda que eu menos conheço o trabalho - digo, a nível de discografia inteira - mas uma das que eu mais acho foda em todo o mundo musical. Mas tem como descrever uma banda que teve essa ideia pra criar um álbum, algo menor do que épica? O Dave resolveu gravar cada música do álbum em um estúdio diferente, em uma cidade diferente do EUA e ao fazer isso aproveitou pra fazer um documentário contando a história de música daquela cidade, seus maiores cantores, produtores e acontecimentos. Pra quem ama música em essência é uma coisa linda e indispensável de ver e ouvir, claro.



Ixora (Copeland)

Esse eu ainda não tive a chance de ouvir muito, descobri a pouco tempo que ele tinha saído. Mas logo nas primeiras ouvidas eu já me senti em casa, eu já gostei. Aaron Marsh está de volta com o Copeland após 6 anos de hiatus. E a paz, a suavidade e a bela produção voltam com ele.  

1 comentários:

  1. A melhor pessoa pra falar sobre as melhores músicas! Ganhei dois álbuns pra ouvir nos dias que me restam de 2014 e, de quebra, tenho teoria sobre a capa do Anberlin! Ai, Beca, o mundo sem música é triste, mas sem você é impossível sorrir também! <3