Os meus discos 2015

Posted: quarta-feira, 6 de janeiro de 2016 by Rebeca Barros in Marcadores:
0

Råkk og Rålls
Oslo - Norway (Maio/2015) 

Aquela velha tradição (de 3 anos) está de volta e eu já estou quebrando um pouco do protocolo postando a lista depois do fim do ano mas imprevistos acontecem e falta de inspiração pra escrever sobre os discos também. Eis os álbuns lançados em 2015 que eu mais ouvi:





Coming Up for Air (Kodaline)

Eu sempre digo que o segundo álbum de um banda costuma ser "a prova final" e provavelmente um dos mais importantes, porque é quando eles têm a chance de provar que não foi coisa de um álbum só e possuem a oportunidade de se concretizar de fato como artistas. E é exatamente isso que o Kodaline faz brilhantemente. O Coming Up for Air não é melhor que o disco anterior mas consegue manter alto o nível da banda com excelentes faixas, seja em letra quanto em melodia. A voz do Steve ainda é um fenômeno a parte e os lives desses caras são algo fora do comum.


Beneath the Skin (Of Monsters and Men)

Pegando o gancho de disco número 2. Que álbum, amigos. QUE ÁLBUM! OMAM foi uma daquelas bandas que estourou rapidamente e que praticamente passou mais de 2 anos em turnê com o primeiro disco. Apesar de ser da turma do "novo folk", OMAM tem uma identidade muito própria, algo que facilmente os diferenciam do resto e os fazem ser um suspiro de originalidade na música que ganha notoriedade por aí. Esse disco é incrível em cada faixa, em cada detalhe. Letras profundas, instrumental empolgante e o fato de ter duas vozes incríveis só contribui pra tudo ser ainda melhor. Na minha opinião, supera o primeiro disco.


Chasing Yesterday (Noel Gallagher's High Flying Birds)

Tá na turma do disco número 2 mas bem, é o Noel, e esse não tem mais nada pra provar a ninguém. E ainda assim o faz de forma magistral. Esse talvez seja o disco lançado em 2015 que eu mais ouvi (depois do C&C) e é Noel na sua maior essência e filhadaputice de ser, um compositor genial que derruba qualquer possibilidade de crítica negativa no primeiro acorde.



Dark Bird is Home (The Tallest Man on Earth)

Lembro de ter acompanhado pela web o último show do Kristian ainda na turnê do excelente There's no Leaving Now e dele dizendo que passaria um tempo afastado para preparar um novo disco, não lembro ao certo quando foi isso, se fim de 2013, ou algo assim. A verdade é que no discurso ele fez parecer que demoraria mais pra voltar a nos encantar com essa voz tão única. Se demorou, ao menos o tempo passou rápido e 2015 trouxe de presente o Dark Bird is Home, que só pra combinar com os demais discos do cantor tem essa capa e nome já arrebatadores. E não só isso, traz Kristian na essência de voz, melodia e letras de sempre. Nada novo, mas tudo excelente as usual. 




Carrie & Lowell (Sufjan Stevens)

Álbuns que pretendem contar uma narrativa são extremamente mais ambiciosos do que álbuns "juntei 10 músicas que fiz ao longo desse período, gravei e tá aqui o resultado." E é essa pretensão totalmente despretensiosa, se me permitem assim dizer, que o Sufjan faz aqui com Carrie & Lowell, um álbum inteiro sobre a relação dele com a mãe que faleceu pouco tempo antes e que o abandonou ainda quando criança. É um álbum que o Sufjan se expõe em absolutamente todo detalhe, se existir tal coisa como a "alma", aqui a dele fica além do transparente. É uma obra prima, talvez um dos álbuns que se tornem os meus favoritos por toda a vida.



If I Should Go Before You (City and Colour)

Eu tava na paz, na minha, obviamente não esperava nada novo do Dallas esse ano visto que apesar do último disco do C&C ter sido em 2013, ele tinha lançado o roseave com a P!nk e sendo novamente o autor da maioria das músicas. Mas aí vem a notícia que entre uma mini reunion com o Alexisonfire por aqui, ele ia parar no estúdio por ali e gravar um novo disco com seus parceiros de banda. God bless, Nashville city! Achei muito fofo ele explicando que teve vontade de compor e de gravar esse disco por um único motivo: seus parceiros de banda. Dallas disse ter conseguido reunir um grupo de pessoas com quem se sente confortável e com quem tem vontade de estar na estrada a ponto de se livrar um pouco do fantasma da perfeição e conseguir apresentar as músicas cruas para que os caras o ajudassem a definir o melhor arranjo e forma de representar essas letras. O "tema" do disco fica claro em músicas como Killing Time e Friends. É o disco mais audacioso do C&C no que diz respeito a ser diferente e o que mais arrisca em diferentes raízes musicais. Mas é tão excelente como os anteriores. Você conseguiu de novo, mestre!



Beauty Behind the Madness (The Weeknd)

2015 parece ter sido o ano do hip-hop/rap. Discos como o do Kendrick Lamar e do Drake estão presentes em praticamente todas as listas de melhores discos do ano que leio. Mas o único remanescente do estilo que vai perdurar na minha lista é esse aqui. A voz do Abel tem algo que eu não consigo claramente definir mas que é absolutamente maravilhoso de se ouvir e esse álbum te prende do inicio ao fim.

Ouvindo Often pela primeira vez e me dando conta da letra -> eu
3 execuções depois -> Often, often. Girl I do this often,


Kintsugi (Death Cab for Cutie)


Eu não sou a pessoa mais indicada pra discutir em detalhes um disco da Death Cab visto que meu conhecimento sobre a banda se resumia, a pouco tempo atrás, em um vício mundialmente comum por I Will Follow You Into the Dark e esporádicas execuções em Plans, disco que possui a faixa. Mas aí me mandaram Black Sun, primeiro single do Kintsugi e falaram pra conferir o disco. Só posso dizer que é um disco tão bom que seu nome veio parar direto na lista assim que ouvi pela primeira vez. E eu, claro, fui correr atrás do tempo perdido e desbravei o resto da discografia que eu ainda não conhecia I DON'T KNOW WHY I DON'T KNOW WHY  



25 (Adele)

Troca-se o sofrimento de um coração partido pelo sorrow de ter que crescer, ter que esquecer e infelizmente deixar certas coisas onde elas habitam genuinamente: no passado. A essência continua, a voz incrível e esse jeito de brincar com a tristeza da forma mais sublime também. Adele talvez seja a "modinha" mais legal do mundo musical atual, é bom ver música boa ganhar essa proporção e alcançar qualquer tipo de público. 
(P.S - Coincidentemente todos os discos dela foram lançados no ano que eu completava a mesma idade de seus títulos. Vai ver ela enrolou no 25 por isso =P)




III (Maglore)

Mudou-se a maioria dos integrantes. Passou-se por um disco ruim. Mudou-se o estilo (de novo) mas trouxeram a essência de volta. Maglore lançou esse ano um terceiro disco incrível, que me encantou tal qual o primeiro disco da banda apesar de instrumentalmente serem totalmente distintos. III empolga, flui de uma excelente maneira e traz aquela qualidade de letra magistral do Veroz.



Fresno 15 anos Ao Vivo (Fresno)

Esse disco merece menção por tudo que representa. 15 anos e um live incrível de uma banda que evoluiu tanto e que eu acompanho desde as demos das demos gravadas em meros microfones externos fodidos de um computador normal. Se faz bem e dá um orgulho danado do lado deles, como artistas, notarem o tanto que acalçaram e onde chegaram. Imagina pra quem acompanhou isso tudo do lado de cá, de fã? P.S (O puto do Tabares ainda faz falta principalmente na segunda voz).  


P.S - 2015 também trouxe novos álbuns de William Fiztismmons (EP), Laura Marling, Cage the Elephant, Mumford and Sons, Lifehouse, Muse e Ryan Adams (a incrível releitura de 1989), Coldplay e Imagine Dragons. A maioria não foi detalhada aqui por preguiça ou porque não ouvi tanto os álbuns a ponto de conseguir escrever sobre eles. A exceção são os dois últimos, esses foram ruins mesmo e eu quis mencionar só pra destacar esse fato. 

0 comentários: